Confesso que a educação recebida dos meus pais me provoca algum constrangimento ao escrever sobre alguém que, para além de já não se encontrar entre nós, tem direito como todo e qualquer mortal a ser respeitado nas suas diferenças e/ou desvios em relação às pessoas ditas normais. Seria aliás uma reflexão interessante e polémica tentar perceber quem de nós de facto poderia ser considerado diferente, desviado ou normal.
Bom, mas não foi este o motivo porque me decidi a contar esta passagem sui generis e hilariante, mas antes sim dar início a uma tentativa de eternizar momentos únicos da nossa, como baptizou o nosso Poeta Loureiro (e proponho desde já a mudança do seu cognome), Irmandade da Aligadura.
Poderia começar por qualquer um de nós (nenhum de nós é puro), mas em jeito de homenagem abrirei este espaço, que espero venha a ser um dos melhores do nosso Blog, com a história dos sapatos desaparecidos do Prof. Pardal.
Certa 3ª ou 6ª feira (o cabrão do PDI já não me permite recordar qual), acabado de tomar o banhito da ordem (já nessa altura com a habitual dificuldade decorrente do calcário nos canos, que nem o Carteiro com os seus berros nem o Xelinho com o seu bafo conseguiram nunca desentupir, e que a determinada altura provocou tamanha confusão na cabeça do Valente (falta o cognome) ao ponto dele próprio, desnorteado com a frescura da água, perguntar: “mas a torneira da água quente é a da esquerda ou é a da direita?”), quis retomar as vestes civis, dou pela falta dos meus sapatos. Fui o último a vestir-me e lá estava um par de sapatos à minha espera mas que não era o meu.
Outro remédio não tive que ir para casa em chinelos e levar comigo os sapatos de alguém que não fazia ideia de quem fosse. Ainda pus o Pedradas a fazer alguns telefonemas mas sem sucesso.
Noutros tempos, isto poderia constituir um problema mais ou menos sério, pois possuir um par de sapatos era considerado um luxo e perdê-los seria muito mau para a saúde das unhas. Actualmente já não é assim e acabei comigo a pensar que se não aparecessem, acabaria por ter de roubar outros a alguém.
Assim no encontro seguinte lá comecei a perguntar um por um quem teria tido o prazer de experimentar dar uma volta nos meus sapatos, ao que o nosso saudoso Garrido respondeu: “Ai eram os seus?”… “sabe que nem me apercebi?”… “o meu pai é que me perguntou se os sapatos eram meus!”.
Lá lhe devolvi os dele ao que me prometeu trazer-me os meus na próxima oportunidade. Mal sabia eu que o problema estava longe de ficar resolvido. Passadas 2 semanas lá vieram os sapatos sãos e salvos.
Disse-lhe eu: Obrigado! E as meias?
Respondeu-me ele: Ai também eram as meias?
Acometido de uma vontade enorme de rir lá respondi que sim, que as meias estavam dentro dos sapatos.
E sabem que mais? Passadas outras duas semanas e para minha alegria (porque me fartei de rir com a situação), lá vieram as meias, só que não eram as minhas.
Disse-lhe eu: As minhas eram pretas, carago!
Respondeu-me ele: Ai, desculpe! Trago-lhas na próxima!
Eu: Esqueça, não há problema, tenho lá mais em casa! Vamos é à bola que se faz tarde!
Se me ouve Dr. Garrido, envio-lhe em nome da Irmandade um abraço fraterno, fazendo votos para que descanse em paz e para que não troque as chaves ao São Pedro!!!
AS HISTÓRIAS DO PROF. PARDAL - Estes nem o Pedradas viu...
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ESPAÇO SONDAGENS
Este é um espaço que se pretende reflicta a honestidade que caracteriza a Irmandade d'Aligadura...
Dá-nos a tua opinião desapaixonada!!!
Dá-nos a tua opinião desapaixonada!!!

12 comentários:
Concordo plenamente com esta sugestão,afinal este grupo tem muitas histórias,algumas delas mais interessantes que a própria História de Portugal.
Vamos lá começar a tratar disso,ok?
A cena dos calções rasgados do Xelinho, num energético aquecimento a fazer um "skiping", lembram-se!!! Hihihi
OS SAPATOS DO PROF. PARDAL
Confesso que a educação recebida dos meus pais me provoca algum constrangimento ao escrever sobre alguém que, para além de já não se encontrar entre nós, tem direito como todo e qualquer mortal a ser respeitado nas suas diferenças e/ou desvios em relação às pessoas ditas normais. Seria aliás uma reflexão interessante e polémica tentar perceber quem de nós de facto poderia ser considerado diferente, desviado ou normal.
Bom, mas não foi este o motivo porque me decidi a contar esta passagem sui generis e hilariante, mas antes sim dar início a uma tentativa de eternizar momentos únicos da nossa, como baptizou o nosso Poeta Loureiro (e proponho desde já a mudança do seu cognome), Irmandade da Aligadura.
Poderia começar por qualquer um de nós (nenhum de nós é puro), mas em jeito de homenagem abrirei este espaço, que espero venha a ser um dos melhores do nosso Blog, com a história dos sapatos desaparecidos do Prof. Pardal.
Certa 3ª ou 6ª feira (o cabrão do PDI já não me permite recordar qual), acabado de tomar o banhito da ordem (já nessa altura com a habitual dificuldade decorrente do calcário nos canos, que nem o Carteiro com os seus berros nem o Xelinho com o seu bafo conseguiram nunca desentupir, e que a determinada altura provocou tamanha confusão na cabeça do Valente (falta o cognome) ao ponto dele próprio, desnorteado com a frescura da água, perguntar: “mas a torneira da água quente é a da esquerda ou é a da direita?”), quis retomar as vestes civis, dou pela falta dos meus sapatos. Fui o último a vestir-me e lá estava um par de sapatos à minha espera mas que não era o meu.
Outro remédio não tive que ir para casa em chinelos e levar comigo os sapatos de alguém que não fazia ideia de quem fosse. Ainda pus o Pedradas a fazer alguns telefonemas mas sem sucesso.
Noutros tempos, isto poderia constituir um problema mais ou menos sério, pois possuir um par de sapatos era considerado um luxo e perdê-los seria muito mau para a saúde das unhas. Actualmente já não é assim e acabei comigo a pensar que se não aparecessem, acabaria por ter de roubar outros a alguém.
Assim no encontro seguinte lá comecei a perguntar um por um quem teria tido o prazer de experimentar dar uma volta nos meus sapatos, ao que o nosso saudoso Garrido respondeu: “Ai eram os seus?”… “sabe que nem me apercebi?”… “o meu pai é que me perguntou se os sapatos eram meus!”.
Lá lhe devolvi os dele ao que me prometeu trazer-me os meus na próxima oportunidade. Mal sabia eu que o problema estava longe de ficar resolvido. Passadas 2 semanas lá vieram os sapatos sãos e salvos.
Disse-lhe eu: Obrigado! E as meias?
Respondeu-me ele: Ai também eram as meias?
Acometido de uma vontade enorme de rir lá respondi que sim, que as meias estavam dentro dos sapatos.
E sabem que mais? Passadas outras duas semanas e para minha alegria (porque me fartei de rir com a situação), lá vieram as meias, só que não eram as minhas.
Disse-lhe eu: As minhas eram pretas, carago!
Respondeu-me ele: Ai, desculpe! Trago-lhas na próxima!
Eu: Esqueça, não há problema, tenho lá mais em casa! Vamos é à bola que se faz tarde!
Se me ouve Dr. Garrido, envio-lhe em nome da Irmandade um abraço fraterno, fazendo votos para que descanse em paz e para que não troque as chaves ao São Pedro!!!
Grande Carlitos! Quem n se lembra dessa hilare história? Tens é de a colocar sem ser em jeito de comentário, pq assim poucos a poderão ver! tem de ficar logo à vista no blogue! Abraço
Amigo Prof. Pardal, EXCELENTE história,dessa nao sabia(ou nao me recordava....talvez ainda consequencia da cabeçada no ferro...)mas ja deu para me rir um bom bocado e imaginar a cena. Quanto ao nosso ETERNO AMIGO Dr. Garrido ficam sempre saudades dos momentos que passamos,porque se existe alguem que nos fazia quase sempre rir era ELE.Como todos nos,ele tinha a sua pancada mas era uma EXCELENTE pessoa(mesmo quando nao confiou em mim e pediu o dinheiro adiantado para os bilhetes do jogo da nossa selecção) por isso da minha parte ficam....ETERNAS SAUDADES
Epá, esta é a primeira mensagem nesta secção mas é bem capaz de ser a melhor de todas. Tive a tentar lembrar-me de algumas, mas perante esta tão bela história fico um pouco renitente em as publicar. Mas desafio o valente a contar por exemplo a situação ocorrida daquela vez em que o nosso amigo "pedradas" sentiu um jacto de água quente num pé e noutro não!
Vou fazer um exercício de memória a ver se prá próxima conto alguma de jeito.
Pois é meus amigos como sou fiel aos meus princípios, vou aqui expressar donde provem "o dignidades". Um "Sr. Lei", começou a falar em dignidades devido a mais um episódio digno do nome, num jogo há uns meses atrás. Então em determinada Terça-feira no Verão de 2007, a maioria dos confrades dos Terças e Sextas estavam de férias, logo não havia pessoal suficiente para o nosso habitual jogo, tive a "infeliz" ideia de convidar dois colegas do meu serviço, com a permissão do nosso Mestre, dizendo até que era uma boa ideia, pois faltavam dois para perfazer 10, segundo os seus contactos e contas.
Pelas 18H (início do jogo) estavam presentes não 10 mas !!!!17 (coisa rara) elementos, tá claro que "jogámos" (quer dizer esta palavra é um favor para o que se passou) na mesma. Como os rapazes não estavam habituados ao nosso "sistema táctico" e ambos estavam na equipa do Sr. que tem o "pé esquerdo mais famoso de S.S.", e com um "mau perder", esse Sr. mandou umas bocas não próprias (na minha perspectiva), acerca da qualidade futebolística dos mesmos "só cá aparece disto, valia mais não terem cá vindo", e apercebendo-me que ambos as tinham ouvido demonstrei a minha indignação, abandonando o jogo (como estávamos em nº ímpar até deu jeito). E com Dignidade que muito prezo na minha vida, surgiu "o dignidades"
É mais uma história.
Abraço
Momentos Hilariantes da História do Futsal não existem sem a memória do nosso saudoso Dr Luís Garrido. A sua presença no palco das 3ªe6ª foi sempre sinónimo de entrega, disponibilidade, e acima de tudo muita comédia... Onde quer que esteja, estará sempre na nossa memória. Grande Abraço Pessoal
Antes de passar à próxima "vítima", achei por bem tentar recordar, em pequenas notas soltas, outras histórias do nosso saudoso GARRIDO.
Certo dia, um tal Prof. Pardal, que também é Fiscal, insistia com o dito Garrido que era necessário manter as quotas em dia, sob pena da Irmandade se ver obrigada a declarar falência.
Tanto o Pardal chateou que o Garrido não vai de modas, revolve o saco do equipamento, saca da caneta e do livro de cheques e dispara:
"Quanto é que quer?", deixando o Pardal um pouco encavacado e a pensar se seria a sério ou brincadeira.
Ainda assim, lá se recompôs a tempo de responder, fazendo lembrar um festeiro em acção de peditório para a festa da freguesia: "É quanto quiser dar!"
E não é que ameaça se transforma em realidade e saca da sua conta pessoal 60 aéreos pagos ali logo em cheque sem apelo nem agravo, liquidando logo um ano de quotas de avanço.
Ainda me lembro das suas palavras depois de me passar o cheque para a mão: "E não o quero ouvir mais falar em dinheiro nos próximos tempos!"
Pois é! Era assim o nosso Garrido; muitas vezes diferente!!!
Uma vezes estranho e até bizarro, mas outras vezes com acções superiores e que nenhum de nós igualaria.
Quem não se lembra dos torneios que organizava, com o pagamento das inscrições sempre à cabeça?
Quem não se recorda da forma afável como tratava quem procurava os seus préstimos profissionais?
Por tudo isso, merece concerteza o nosso respeito, a nossa admiração e a nossa memória!!!
Se me ouve Dr. Garrido, peço-lhe de novo que aceite em nome da Irmandade um abraço fraterno, fazendo votos para que descanse em paz e para que não troque as chaves ao São Pedro!!!
Saudações desportivas!
Depois de contar 2 das melhores peripécias com que o nosso saudoso Garrido nos presenteou ao longo dos anos em que esteve connosco, vou agora apontar armas para um tal Prof. Pardal, a quem a Ursa Teresa algumas vezes chama carinhosamente Pardalito e outras vezes (quando fica ressabiado com alguns “ataques” que lhe fazem no Blog) resolve, através do messenger, chamar Porco.
É assim o nosso Louras! Ora aos beijinhos, ora aos coices!
Vamos então lá tratar da saúde ao Pardal.
Pois é, por falar em saúde, o Pardal é um bicharoco que precisa de tomar com alguma frequência antibióticos. O problema são os efeitos secundários… ou serão primários?... ou serão terciários?... bem efeitos são de certeza!
A propósito dos ditos, quem não se lembra da espontaneidade da expressão do ainda por confirmar se Arranjadinho ou Papa-golos: “…que antibiótico é que andas a tomar?”
Isto sim, é uma expressão elegante e carinhosa, bem diferente das utilizadas por outros colegas de balneário bem menos tolerantes: “…Trás a forquilha!” …”Trata da alma que o corpo já não tem tratamento!”
Certo dia, o ambiente ficou tão irrespirável que o Faneca, puxando da sua cultura geral acima da média resultante de muitas horas passadas em frente à televisão e ao mesmo tempo a “malhar” na mulher, disparou um tiro certeiro que viria depois a causar grande polémica e discussão: “Ó pá trás a gadanha!”, ao que alguém contrariou: “não é gadanha, é gadanho!
Bem, gerou-se tal confusão que no encontro seguinte ainda se discutiam argumentos sobre os verdadeiros significados de ambos os instrumentos agrícolas.
A confusão foi tanta que confesso que ainda hoje não sei o significado de nenhum deles. O que sei é que com o fervor da discussão deixaram o Pardal sossegado… pelo menos nesse dia…
E eu por mim também o vou deixar sossegado por agora!
Sim, é verdade! Tive a coragem de brincar com as minhas próprias fraquezas… não sou como um tal comilão que não gosta que lhe chamem Fastio!
Prof. Pardal
E afinal,era gadanha ou gadanho??!!
Nunca cheguei a conclusão nenhuma,julgo que muitas das nossas famosas "discussões" davam para irmos todos ao programa "Prós e Contras".
Que acham??
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