AS HISTÓRIAS DO PROF. PARDAL - Acerca do Pé Quentinho…

Para além dos dotes futebolísticos por todos conhecidos (filho de peixe sabe nadar), achei que seria engraçado abordar outros tipos de dotes, nomeadamente os fisiológicos, do tipo comer, beber e… mijar. E a este propósito, repito, filho de peixe sabe nadar.
Começando pelo beber, pode-se facilmente constatar que o miúdo só não acompanha os mais graúdos a 100% porque (ainda) não bebe álcool. Em todo o resto, bebe como gente adulta, que o mesmo é dizer, muito e bem. Acompanha cada uma das rodadas dos graúdos com o “seu” ICE TEA, seja na Sede da Casa do Pessoal, seja no Parque das Merendas, seja ainda em qualquer restaurante que acolha a tainada da ordem.
No que respeita ao comer, então é que as diferenças se fazem notar… para pior ou para melhor, dependendo das perspectivas. Com certeza, já todos tiveram oportunidade de observar a forma como acompanha a malta quando se trata de alimentar o corpo, mas ainda assim, gostaria de contar, para quem não esteve lá, na célebre tainada realizada numa tasquinha, perto do Hospital do Lorvão. Depois de um convite do Irmão Barrigana (que aí trabalhava nessa altura), para uma partida de futsal.
A ementa era galinha caseira de cabidela. O ambiente era acolhedor. Não me lembro do Pé Quentinho ter jogado mas o que é facto é que na hora de comer, lá estava ele sentado à espera da tão falada galinhita. E o que é facto é que o apetite estava também presente. Sabe quem lá estava e viu, que não deixou os seus créditos gastronómicos por mãos alheias e fez jus à (alguma) fama que já entretanto ia tendo. Melhor dizendo, confirmou-se ali um jovem promissor. É hoje uma certeza, não só na arte de jogar à bola mas também na arte dos comes e bebes. Não sabemos é, onde, magrinho como é, enfarda tanto alimento.
Voltando à galinha caseira de cabidela, e peço-lhe que não me leve a mal dizê-lo, come mais do que qualquer Fastio que se preze de o ser, competindo assim (ferozmente) com muitos de nós. Parabéns pois por tamanho desempenho…

Tudo o que entra tem que sair
Assim acontece também e naturalmente com Pé Quentinho também, qualquer que sejam as circunstâncias e o momento. Que o diga o Pedradas, vítima nesta história dos instintos mictantes do Tá na Hora, de tal forma que desta vez quem ficou com o pé quentinho foi ele mesmo.
Senão vejamos a transcrição de um texto já revelado num outro tópico deste Blogue:
“…Estava na hora do duche quando se ouviu exclamar no seu jeito característico: “Oh pá, não sei o que se passa… tenho um pé quente e um frio!”.
Mas o que é que seria que se estaria a passar? Alguém conseguiu vislumbrar um sorriso maroto no Pé Quentinho. E não é que o rebento do Tá na Hora estava a confundir (de propósito?) o pé do Pedradas com um mijatório, urinando-o sem dó nem piedade…”
É assim o nosso Pé Quentinho, uma certeza no seio da Irmandade d’Aligdura.

AS HISTÓRIAS DO PROF. PARDAL - Depois das pedradas no Pedradas, umas pedradas no Alhadas…

Alhadas?! Mas quem raio é que se haveria de lembrar de o baptizar com um nome destes? Um gajo que até nem se mete nelas… nas alhadas, bem entendido. O que ele se mete é sim neles… nos ditos…
Desenganem-se os que pensavam que iria aprofundar esta problemática. Tal não seria justo para alguém tão correcto e amigo do seu amigo.
É certo que nunca chegou a trazer a ferramenta para dar um jeito nos chuveiros da Irmandade, mas também é certo que não é ele que recebe o dinheirito das quotas da Irmandade e até poderia ficar sujeito a acusações e/ou protestos (de jogos) por parte de alguns Seixas da Costa ou outro membro da casa do pessoal dos ***.
Bom, mas não é sobre isto que me propus “dissertar” mas antes sobre as várias formas de aquecimento praticadas no seio d’Aligadura.
Já conhecemos todos o tipo de aquecimento do Tá na Hora, devagar, devagarinho, deitado sempre que possível.
Conhecemos também o praticado pelo Pézinhos de Lã, estilo break-dance.
Igualmente conhecemos talvez o mais praticado por todos; o não-aquecimento.
Menos conhecido e por isso decidi falar sobre ele, é o aquecimento empenhado e sério, mas também o mais perigoso se efectuado com descuido. Foi precisamente o que sucedeu ao Irmão Alhadas e que passo a descrever para quem não viu, sendo que o perigo neste caso não foi para o atleta mas antes para o seu equipamento.
…Estava no período do dito aquecimento, quando de repente se ouve um ruído seco e curto, tipo qualquer coisa a rasgar-se. Não, não era felizmente nenhum músculo do Alhadas. Não era um músculo mas era qualquer “coisa” dele.
Pois é verdade, quando olhei para ele tinha os seus preciosos calções do SCP rasgados de alto a baixo, apenas presos pela parte da cintura, a única que o empenho do aquecimento não conseguiu rasgar. A interrogação surgiu de imediato: “Como raio é que fizestes isso?”… “são os calções que são apertados ou estás a ganhar peso?”.
Verdade ou não, a resposta foi a seguinte: “Isto foi a porra do polegar que empancou nos calções!”
Seja o que for que tenha acontecido, o que é facto é aqueles calções nunca mais foram os mesmos e acho até que o sucedido terá tido algum impacto traumático no Alhadas, uma vez que (pelo menos eu) não me recordo de o ter voltado a ver realizar um aquecimento com o mesmo empenho. Terá ele carência de calções? Alguém estará na disposição de lhe dispensar ou oferecer alguns? É que, na minha opinião, devemos todos levar a sério e incentivar esta vertente tão importante e tão descuidada da prática desportiva e de que o Alhadas tentava dar um bom exemplo… até rasgar o raio dos calções…

AS HISTÓRIAS DO PROF. PARDAL - Estes nem o Pedradas viu...

Confesso que a educação recebida dos meus pais me provoca algum constrangimento ao escrever sobre alguém que, para além de já não se encontrar entre nós, tem direito como todo e qualquer mortal a ser respeitado nas suas diferenças e/ou desvios em relação às pessoas ditas normais. Seria aliás uma reflexão interessante e polémica tentar perceber quem de nós de facto poderia ser considerado diferente, desviado ou normal.
Bom, mas não foi este o motivo porque me decidi a contar esta passagem sui generis e hilariante, mas antes sim dar início a uma tentativa de eternizar momentos únicos da nossa, como baptizou o nosso Poeta Loureiro (e proponho desde já a mudança do seu cognome), Irmandade da Aligadura.
Poderia começar por qualquer um de nós (nenhum de nós é puro), mas em jeito de homenagem abrirei este espaço, que espero venha a ser um dos melhores do nosso Blog, com a história dos sapatos desaparecidos do Prof. Pardal.
Certa 3ª ou 6ª feira (o cabrão do PDI já não me permite recordar qual), acabado de tomar o banhito da ordem (já nessa altura com a habitual dificuldade decorrente do calcário nos canos, que nem o Carteiro com os seus berros nem o Xelinho com o seu bafo conseguiram nunca desentupir, e que a determinada altura provocou tamanha confusão na cabeça do Valente (falta o cognome) ao ponto dele próprio, desnorteado com a frescura da água, perguntar: “mas a torneira da água quente é a da esquerda ou é a da direita?”), quis retomar as vestes civis, dou pela falta dos meus sapatos. Fui o último a vestir-me e lá estava um par de sapatos à minha espera mas que não era o meu.
Outro remédio não tive que ir para casa em chinelos e levar comigo os sapatos de alguém que não fazia ideia de quem fosse. Ainda pus o Pedradas a fazer alguns telefonemas mas sem sucesso.
Noutros tempos, isto poderia constituir um problema mais ou menos sério, pois possuir um par de sapatos era considerado um luxo e perdê-los seria muito mau para a saúde das unhas. Actualmente já não é assim e acabei comigo a pensar que se não aparecessem, acabaria por ter de roubar outros a alguém.
Assim no encontro seguinte lá comecei a perguntar um por um quem teria tido o prazer de experimentar dar uma volta nos meus sapatos, ao que o nosso saudoso Garrido respondeu: “Ai eram os seus?”… “sabe que nem me apercebi?”… “o meu pai é que me perguntou se os sapatos eram meus!”.
Lá lhe devolvi os dele ao que me prometeu trazer-me os meus na próxima oportunidade. Mal sabia eu que o problema estava longe de ficar resolvido. Passadas 2 semanas lá vieram os sapatos sãos e salvos.
Disse-lhe eu: Obrigado! E as meias?
Respondeu-me ele: Ai também eram as meias?
Acometido de uma vontade enorme de rir lá respondi que sim, que as meias estavam dentro dos sapatos.
E sabem que mais? Passadas outras duas semanas e para minha alegria (porque me fartei de rir com a situação), lá vieram as meias, só que não eram as minhas.
Disse-lhe eu: As minhas eram pretas, carago!
Respondeu-me ele: Ai, desculpe! Trago-lhas na próxima!
Eu: Esqueça, não há problema, tenho lá mais em casa! Vamos é à bola que se faz tarde!

Se me ouve Dr. Garrido, envio-lhe em nome da Irmandade um abraço fraterno, fazendo votos para que descanse em paz e para que não troque as chaves ao São Pedro!!!

AS HISTÓRIAS DO PROF. PARDAL - Algumas das melhores pedradas do Pedradas

Falar do “nosso” Pedradas é para mim sempre motivo de prazer dado que me vêm à memória recordações de momentos hilariantes e de uma raridade única (desculpem-me a redundância).
Não posso igualmente deixar de referir o orgulho que sinto em poder falar dele como amigo. É de facto um privilégio poder conviver com alguém que tem um coração do tamanho do mundo e capaz de dar o seu próprio sangue pelo seu semelhante sem a mínima hesitação.
É por isso que me atrevo a deixar aqui no nosso Blog, para a posteridade, uma colectânea rara de situações que o tornam diferente, único, especial e claro está muito querido por todos. Tentem imaginar o que seria d’Aligadura sem o Pedradas…
Decidi começar por deixar o testemunho de 2 situações que retratam a sua habilidade para a prática dessa actividade desportiva de que tanto gostamos chamada futebol. A este propósito, apetece-me dizer: “mas porque é que este gajo não faz como o GRUA e se convence definitivamente de que o seu lugar natural é o de guarda-redes?” Aí sim, ele brilha como ninguém. E que diacho, até lhe oferecemos um equipamento à maneira num dos seus aniversários.
Já como jogador de campo, revela-se muito esforçado, sendo verdade que é portador de uma finta terrivelmente estonteante para os seus adversários, de fazer inveja ao próprio Cristiano Ronaldo e que consiste em rodopiar sobre si próprio, sobre a própria bola, confundindo o adversário e deixando-o completamente fora-de-jogo. Que o diga o seu amigo Papa-Golos, tantas vezes papado com esta finta.
É igualmente justo dizer que ele representa o expoente máximo daquilo que todos nós temos um pouco, que é ter uma forma de jogar que representa um perigo constante para a integridade física dos seus adversários. Que o diga o Irmão Dignidades, vítima de um passe de tal forma enroscado que nem ele, um dos melhores tecnicamente falando, conseguiu dominar a chicha sem se embrulhar todo e acabar com um entorse no Serviço de Urgência dos HUC.

EMPENHADO NO JOGO
… Se bem me lembro, a jogada desenrolava-se pela meia-direita da forma como atacava, encaminhando-se o esférico para junto da linha lateral. É claro que o empenho natural que o Pedradas coloca em cada jogada fez com que perseguisse a redondinha e lhe tentasse aplicar o seu potente pontapé. Contudo fê-lo com empenho excessivo e algum descuido; zás… desfere tamanho pontapé… mas imagine-se onde; no muro pois claro!!! Ainda hoje gostaria que me explicassem (e ele também) porque raio é que não jogamos com as laterais. Tudo teria sido evitado, digo eu.
A seu (des)favor e se bem me recordo, esteve o facto de a bola de jogo na altura não andar em boas condições. Ehehehhe… Felizmente a situação não teve repercussões de gravidade maior pois apesar dos esgares de dor, lá continuou a correr atrás da dita com o empenho que todos lhe reconhecemos.
Há que diga que os joanetes e a forma de andar e correr se agravaram desde então. Não partilho da mesma opinião; talvez os joanetes tenham aumentado mas a forma de andar e de correr já nasceram com ele.

DESENRASCADO NO IMPROVISO
… Se bem me lembro, equipava-se como habitualmente, quando deu por falta dos seus sempre bonitos calções. Não estavam no saco. E agora? “Quem empresta-me uns?”, perguntou de imediato ao seu jeito caracteristico. Azar dos azares, ninguém tinha uns a mais para lhe emprestar.
Pois desengane-se quem pensou que isso seria para ele um problema. Foi mesmo de boxers que entrou em campo. Um daqueles boxers com braguilha aberta. Era vê-lo a correr com o dito a saltitar e a espreitar pelo buraco, quase saindo para participar no jogo também. Pelo menos estava bem ventilado…

…Noutra ocasião e já na altura do merecido banho da ordem, depois do esforço e antes da cervejita, deu por falta dos chinelos. Tantas vezes isso tinha já acontecido e tantas vezes tinha tomado banho descalço, exposto às micoses e outras maleitas… Mas daquela vez, não! Não sabemos se resultado dos sucessivos avisos de todos, se fruto de algum conselho do Faneca, baseado nalgum programa de medicina que tivesse visto na TV, o que é certo é que nesse dia o Pedradas não tomou banho descalço. Alguém arrisca um palpite sobre o que aconteceu? Eu esclareço para quem não esteve lá.
Não foi de meias-medidas; foi mesmo de meias-de-lã…

SITUAÇÕES DISPERSAS
…Estava na hora do duche quando se ouviu exclamar no seu jeito característico: “Oh pá, não sei o que se passa… tenho um pé quente e um frio!”
Mas o que é que seria que se estaria a passar?
Alguém conseguiu vislumbrar um sorriso maroto no Pé Quentinho. E não é que o rebento do Tá na Hora estava a confundir (de propósito?) o pé do Pedradas com um mijatório, urinando-o sem dó nem piedade…

…Era dia de Tainada, naquela ocasião, churrasco da Pedrulha. Mas aquilo afinal para o Pedradas não era frango; era galo. É que o rapaz estava de diarreia, resultado mais do que provável de um distúrbio alimentar na sequência de outra qualquer das muitas tainadas em que anda sempre metido.
Volta e meia, era vê-lo a largar aflito a perna do frango, levantar-se da mesa em passo de urgência e correr pela rampa acima em direcção ao WC. Passados alguns minutos lá regressava já com ar mais aliviado e pronto a enfardar de novo.
Que me tenha apercebido, repetiu isto (apenas) dezenas de vezes…

Bem-hajas por seres nosso Irmão!!!

AS HISTÓRIAS DO PROF. PARDAL - A estreia do Desculpa Desculpa...

Convencido de que terá escapado à maior parte de vós, decidi escrever umas linhas sobre o baptismo traumático do Irmão Desculpa Desculpa na Irmandade d'Aligadura.
Em todos os quase 10 anos que tenho em cada perna a tentar aprender a arte de jogar à bola no recinto desportivo dos HUC, tenho tido o raro privilégio de "acolher" grandes artistas e de com todos eles adquirir e aperfeiçoar conhecimentos futebolísticos que fizeram de mim o craque que hoje (ainda não) sou.
Devo confessar que as marcas deixadas pelos vários craques que foram entrando para o grupo não foram exactamente iguais.
Por exemplo, a marca que o Desculpa Desculpa deixou e que mais à frente perceberemos qual, foi de facto "marcante".
Com efeito, logo no primeiro dia em que nos brindou com os seus dotes futebolisticos, fez questão de (de)marcar o terreno de jogo, qual animal canino (de)marca o seu território alçando a patita esguichando urina.
É claro que ninguém estaria à espera de ver o dito adoptar exactamente este comportamento canino de marcação territorial, mas o que é facto é que, talvez por desprovido dessa capacidade, ainda assim, fez questão de (de)marcar a sua área de acção com todo o empenho que ainda hoje se lhe reconhece, desferindo valente cabeçada num dos ferros laterais que suporta a rede que delimita o terreno de jogo, facto que o fez rodopiar três vezes sobre si próprio na busca de reencontrar o Norte perdido.
Marcação feita e Norte recuperado, lá voltou ao jogo, ao que me recordo sempre nas proximidades da zona que zelosamente (de)marcou e que corresponde à meia-direita da forma como ainda hoje costuma atacar.
Diz quem o conhece que desde essa altura as suas ideias ficaram ainda mais arrumadas do que já eram...
A Irmandade agradece este momento único!!! Bem hajas Desculpa Desculpa!!!

AS HISTÓRIAS DO PROF. PARDAL - Jogadores incompatíveis

Há jogadores que não podem (ou não devem) jogar na mesma equipa...

A prova desta afirmação está explícita na peripécia que a seguir vos tentarei relatar...

O duelo estava equlibrado, os jogadores disputavam cada lance como se do último e decisivo se tratasse.
Eis senão quando a redondinha caprichosamente se "lembra" de acertar não se sabe ainda hoje bem ao certo onde.
Certo é que o incidente ia provocando o corte definitivo de relações entre os Irmãos Ferreira.
Com efeito o Mano Reformado "conduzia" (se é que assim se pode dizer) a redondinha ao longo da linha lateral, na meia-esquerda, qual extremo esquerdo veloz e decidido a transformar o lance em golo para a equipa que o "escolheu" (se assim se pode dizer) para a representar, quando por efeito de um tufo da maltratada relva, a "xixa" terá tocado a zona onde acaba o muro e a rede começa.
Como uma mola, o Mano Grua saia de entre os postes vociferando: "Está fora... está fora!"
Ao que o Mano Reformado contrapõe: "Tá nada! Foi no muro! Não tocou na rede!"
Abaixo fica o resto do curto mas esclarecedor diálogo entre os nossos Irmãos, que neste caso são também Irmãos de sangue:

Grua - Foi fora... bateu na rede!
Reformado - Ai isso é que não foi! Foi mesmo à minha frente e eu vi muito bem!
Grua - Bem... bem... ou se marca fora ou vou-me embora! (acho que o Grua estava a ganhar)
Reformado - Se marcares fora, sou eu quem vai embora!
Grua - Se não for fora, já não és meu irmão!!!
Reformado - Apenas se "ouviu" da sua boca silêncio e estupefacção...

Perante o descambar de argumentos, outra alternativa não deixaram à Irmandade que não fosse abandonar em bloco o terreno de jogo e evitar assim um divórcio eminente entre 2 Irmãos da Irmandade d'Aligadura e que por acaso também são Irmãos de Sangue.
As variações de temperatura da água dos balneários acabariam por pôr cobro aos ânimos e fazer com que tudo voltasse a ser o que era... ou seja, voltaram a ser Irmãos e Amigos como dantes!!!

AS HISTÓRIAS DO PROF. PARDAL - As "fraquezas" do Prof. Pardal

Depois de contar 2 das melhores peripécias com que o nosso saudoso Garrido nos presenteou ao longo dos anos em que esteve connosco, vou agora apontar armas para um tal Prof. Pardal, a quem a Ursa Teresa algumas vezes chama carinhosamente Pardalito e outras vezes (quando fica ressabiado com alguns “ataques” que lhe fazem no Blog) resolve, através do messenger, chamar Porco.

É assim o nosso Louras! Ora aos beijinhos, ora aos coices!

Vamos então lá tratar da saúde ao Pardal.

Pois é, por falar em saúde, o Pardal é um bicharoco que precisa de tomar com alguma frequência antibióticos. O problema são os efeitos secundários… ou serão primários?... ou serão terciários?... bem efeitos são de certeza!

A propósito dos ditos, quem não se lembra da espontaneidade da expressão do ainda por confirmar se Arranjadinho ou Papa-golos: “…que antibiótico é que andas a tomar?”

Isto sim, é uma expressão elegante e carinhosa, bem diferente das utilizadas por outros colegas de balneário bem menos tolerantes: “…Trás a forquilha!” …”Trata da alma que o corpo já não tem tratamento!”

Certo dia, o ambiente ficou tão irrespirável que o Faneca, puxando da sua cultura geral acima da média resultante de muitas horas passadas em frente à televisão e ao mesmo tempo a “malhar” na mulher, disparou um tiro certeiro que viria depois a causar grande polémica e discussão: “Ó pá trás a gadanha!”, ao que alguém contrariou: “não é gadanha, é gadanho!

Bem, gerou-se tal confusão que no encontro seguinte ainda se discutiam argumentos sobre os verdadeiros significados de ambos os instrumentos agrícolas.

A confusão foi tanta que confesso que ainda hoje não sei o significado de nenhum deles. O que sei é que com o fervor da discussão deixaram o Pardal sossegado… pelo menos nesse dia…

E eu por mim também o vou deixar sossegado por agora!

Sim, é verdade! Tive a coragem de brincar com as minhas próprias fraquezas… não sou como um tal comilão que não gosta que lhe chamem Fastio!

AS HISTÓRIAS DO PROF. PARDAL - E não me fale mais em dinheiro...

Antes de passar à próxima "vítima", achei por bem tentar recordar, em pequenas notas soltas, outras histórias do nosso saudoso GARRIDO.
Certo dia, um tal Prof. Pardal, que também é Fiscal, insistia com o dito Garrido que era necessário manter as quotas em dia, sob pena da Irmandade se ver obrigada a declarar falência.
Tanto o Pardal chateou que o Garrido não vai de modas, revolve o saco do equipamento, saca da caneta e do livro de cheques e dispara:
"Quanto é que quer?", deixando o Pardal um pouco encavacado e a pensar se seria a sério ou brincadeira.
Ainda assim, lá se recompôs a tempo de responder, fazendo lembrar um festeiro em acção de peditório para a festa da freguesia: "É quanto quiser dar!"
E não é que ameaça se transforma em realidade e saca da sua conta pessoal 60 aéreos pagos ali logo em cheque sem apelo nem agravo, liquidando logo um ano de quotas de avanço.
Ainda me lembro das suas palavras depois de me passar o cheque para a mão: "E não o quero ouvir mais falar em dinheiro nos próximos tempos!"
Pois é! Era assim o nosso Garrido; muitas vezes diferente!!!
Uma vezes estranho e até bizarro, mas outras vezes com acções superiores e que nenhum de nós igualaria.
Quem não se lembra dos torneios que organizava, com o pagamento das inscrições sempre à cabeça?
Quem não se recorda da forma afável como tratava quem procurava os seus préstimos profissionais?
Por tudo isso, merece concerteza o nosso respeito, a nossa admiração e a nossa memória!!!
Se me ouve Dr. Garrido, peço-lhe de novo que aceite em nome da Irmandade um abraço fraterno, fazendo votos para que descanse em paz e para que não troque as chaves ao São Pedro!!!

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