Falar do “nosso” Pedradas é para mim sempre motivo de prazer dado que me vêm à memória recordações de momentos hilariantes e de uma raridade única (desculpem-me a redundância).
Não posso igualmente deixar de referir o orgulho que sinto em poder falar dele como amigo. É de facto um privilégio poder conviver com alguém que tem um coração do tamanho do mundo e capaz de dar o seu próprio sangue pelo seu semelhante sem a mínima hesitação.
É por isso que me atrevo a deixar aqui no nosso Blog, para a posteridade, uma colectânea rara de situações que o tornam diferente, único, especial e claro está muito querido por todos. Tentem imaginar o que seria d’Aligadura sem o Pedradas…
Decidi começar por deixar o testemunho de 2 situações que retratam a sua habilidade para a prática dessa actividade desportiva de que tanto gostamos chamada futebol. A este propósito, apetece-me dizer: “mas porque é que este gajo não faz como o GRUA e se convence definitivamente de que o seu lugar natural é o de guarda-redes?” Aí sim, ele brilha como ninguém. E que diacho, até lhe oferecemos um equipamento à maneira num dos seus aniversários.
Já como jogador de campo, revela-se muito esforçado, sendo verdade que é portador de uma finta terrivelmente estonteante para os seus adversários, de fazer inveja ao próprio Cristiano Ronaldo e que consiste em rodopiar sobre si próprio, sobre a própria bola, confundindo o adversário e deixando-o completamente fora-de-jogo. Que o diga o seu amigo Papa-Golos, tantas vezes papado com esta finta.
É igualmente justo dizer que ele representa o expoente máximo daquilo que todos nós temos um pouco, que é ter uma forma de jogar que representa um perigo constante para a integridade física dos seus adversários. Que o diga o Irmão Dignidades, vítima de um passe de tal forma enroscado que nem ele, um dos melhores tecnicamente falando, conseguiu dominar a chicha sem se embrulhar todo e acabar com um entorse no Serviço de Urgência dos HUC.
EMPENHADO NO JOGO
… Se bem me lembro, a jogada desenrolava-se pela meia-direita da forma como atacava, encaminhando-se o esférico para junto da linha lateral. É claro que o empenho natural que o Pedradas coloca em cada jogada fez com que perseguisse a redondinha e lhe tentasse aplicar o seu potente pontapé. Contudo fê-lo com empenho excessivo e algum descuido; zás… desfere tamanho pontapé… mas imagine-se onde; no muro pois claro!!! Ainda hoje gostaria que me explicassem (e ele também) porque raio é que não jogamos com as laterais. Tudo teria sido evitado, digo eu.
A seu (des)favor e se bem me recordo, esteve o facto de a bola de jogo na altura não andar em boas condições. Ehehehhe… Felizmente a situação não teve repercussões de gravidade maior pois apesar dos esgares de dor, lá continuou a correr atrás da dita com o empenho que todos lhe reconhecemos.
Há que diga que os joanetes e a forma de andar e correr se agravaram desde então. Não partilho da mesma opinião; talvez os joanetes tenham aumentado mas a forma de andar e de correr já nasceram com ele.
DESENRASCADO NO IMPROVISO
… Se bem me lembro, equipava-se como habitualmente, quando deu por falta dos seus sempre bonitos calções. Não estavam no saco. E agora? “Quem empresta-me uns?”, perguntou de imediato ao seu jeito caracteristico. Azar dos azares, ninguém tinha uns a mais para lhe emprestar.
Pois desengane-se quem pensou que isso seria para ele um problema. Foi mesmo de boxers que entrou em campo. Um daqueles boxers com braguilha aberta. Era vê-lo a correr com o dito a saltitar e a espreitar pelo buraco, quase saindo para participar no jogo também. Pelo menos estava bem ventilado…
…Noutra ocasião e já na altura do merecido banho da ordem, depois do esforço e antes da cervejita, deu por falta dos chinelos. Tantas vezes isso tinha já acontecido e tantas vezes tinha tomado banho descalço, exposto às micoses e outras maleitas… Mas daquela vez, não! Não sabemos se resultado dos sucessivos avisos de todos, se fruto de algum conselho do Faneca, baseado nalgum programa de medicina que tivesse visto na TV, o que é certo é que nesse dia o Pedradas não tomou banho descalço. Alguém arrisca um palpite sobre o que aconteceu? Eu esclareço para quem não esteve lá.
Não foi de meias-medidas; foi mesmo de meias-de-lã…
SITUAÇÕES DISPERSAS
…Estava na hora do duche quando se ouviu exclamar no seu jeito característico: “Oh pá, não sei o que se passa… tenho um pé quente e um frio!”
Mas o que é que seria que se estaria a passar?
Alguém conseguiu vislumbrar um sorriso maroto no Pé Quentinho. E não é que o rebento do Tá na Hora estava a confundir (de propósito?) o pé do Pedradas com um mijatório, urinando-o sem dó nem piedade…
…Era dia de Tainada, naquela ocasião, churrasco da Pedrulha. Mas aquilo afinal para o Pedradas não era frango; era galo. É que o rapaz estava de diarreia, resultado mais do que provável de um distúrbio alimentar na sequência de outra qualquer das muitas tainadas em que anda sempre metido.
Volta e meia, era vê-lo a largar aflito a perna do frango, levantar-se da mesa em passo de urgência e correr pela rampa acima em direcção ao WC. Passados alguns minutos lá regressava já com ar mais aliviado e pronto a enfardar de novo.
Que me tenha apercebido, repetiu isto (apenas) dezenas de vezes…
Bem-hajas por seres nosso Irmão!!!
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ESPAÇO SONDAGENS
Este é um espaço que se pretende reflicta a honestidade que caracteriza a Irmandade d'Aligadura...
Dá-nos a tua opinião desapaixonada!!!
Dá-nos a tua opinião desapaixonada!!!

2 comentários:
Convido todos os elementos da Irmandade a acrescentar neste espaço outras situações de que se lembrem e que não estejam retratadas no Blog.
Pardal
Gostei especialmente da utilização da meias de lã para prevenir micoses e as outras maleitas... Estou até a pensar em escrever ao conselho de administração deste hospital para solicitar a utilização desta medida preventiva, por forma a reduzir os custos com as luvas de latex.
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